
naquela noite sentei-me bem na bordinha da cama à tua espera. desliguei as luzes e senti-me desassossegada por saber que ainda nao estavas em casa. tinha tudo pronto. o discurso, as lágrimas, o drama. lembro me que o céu estava estrelado e cada estrela tinha um brilho particular. a noite estava calma e era capaz de ouvir os meus próprios pensamentos. quando entraste, sabia que era o fim. tinha chegado o momento de te enfrentar. sabia que ia ser sempre um pouco tua e que teria sempre um pouco de ti em mim, quanto mais nao fosse na minha memoria perturbada por acçoes que em tempos foram tuas. no preciso momento em que te disse adeus, joguei a chave que ja me pertenceu ao chao e saí pela porta de madeira deixando o passado, consegui ouvir o meu coraçao a rachar. um, dois, três. partiu-se.
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