sábado, 6 de março de 2010

noite.


finalmente, anoiteceu. a noite está escura. o medo está presente na sua máxima força quando os meus olhos se debatem furiosamente contra a minha vontade de se fecharem, rezo para não cair na tentação de optar pela fraqueza, tão característica minha e acabo por cair no meu sono mais profundo. sinto o teu sopro no meu ouvido e revolto me intensamente por não conseguir lutar contra os meus desejos e acordar. perco toda a beleza da noite e não vejo as estrelas nem sinto a canção da lua. fico cercada de arrependimento e só me pergunto porquê. de quê? não sei... sinto me fraca, vou cair...

segunda-feira, 1 de março de 2010

banco


aprecio um bom sorriso, um olhar tímido revelador dos mais íntimos segredos. guardo um bom perfume natural e um gesto carinhoso. deixaste a tua marca sem teres a noção do que isso significa. sentei me no banco do jardim e contemplei os teus movimentos suaves mas carregados de certezas, eras tão confiante. imaginei me como tu, ou contigo. tão diferentes e tão iguais... senti uma gota fria da chuva que teimou em cair, acordei. senti me segura, estava contigo. no meio de todo o batimento forte e insasiável do meu coração, consegui distinguir o som do ritmo lento e calmo do teu pensamento. expulsavas felicidade pura dos teus olhos e esboçaste um sorriso leve. e agora? agora guardo a sensação de poder que nunca tive sobre ti...