domingo, 31 de julho de 2011

aviso


há uns anos avisaram me para ter cuidado com o amor. pediram me que, quando o sentisse chegar, o rejeitasse e assim fiz. num acto errado, passei de uma pessoa forte à pessoa mais frágil à face da terra... como? deixei entrar aquilo que durante tanto tempo consegui rejeitar. agora? agora sobram as cicatrizes daquilo que já foi um coraçao aberto aos que mereciam e infelizmente, tambem aos que nao mereciam. sempre tive esperança de que um dia iria descobrir que nem tudo é mau mas a verdade é que a falta de confiança e a escassez de valores me faz duvidar cada vez mais que nós temos realmente um lado bom a oferecer a alguem. aquilo que era um brilho incessante, transformou se numa pequena luz ao fundo do tunel e aquilo que supostamente é a ultima coisa a morrer, morreu. assim sendo, o que sobra? uma vida repleta de arrependimentos, mágoa e falsa esperança, acompanhada por grandes sonhos acentes em pequenas pessoas. e com isto, o que se ganha? a vulgarizaçao de um sentimento aterrorizador que só se deve sentir uma vez na vida por alguem especial, mas que na boca de tanta gente é sentido todos os dias, por pessoas diferentes. sabem que mais? isso nao é amor...


amor é isto. conhecer as suas qualidades, manias, vicios e defeitos, mas aprender a viver com eles. quem encontra isto, encontra a fonte da verdadeira felicidade e juventude... nem tudo é impossivel, escrevam o que vos digo...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

cada vez mais me convenço que es a pessoa certa para mim. odeio-te só um bocadinho por seres perfeito!

domingo, 24 de julho de 2011

saudade, parte I

há coisas que nunca mudam, ou pelo menos não deviam mudar. durante muito tempo foste das pessoas a quem dedicava a maior parte do meu tempo, que pouco ou muito, valia imenso quando o partilhava contigo. foi um inicio inesperado e envolto de muitas "más línguas" mas sempre nos mantivemos fieis à enorme amizade que nos mantinha ligados. foste um melhor amigo, não, foste um irmão para mim e nunca vou ser capaz de te agradecer e retribuir tudo o que fizeste e continuas a fazer, ainda que distante. não sei se foi pela revelação feita ou por outra coisa qualquer mas o que é certo é que agora nem tempo ou disposição existe para ligar, dizer um "olá" ou fazer uma visita e custa-me, custa-me muito porque sempre imaginei contar contigo para tudo e vice-versa. lamento se nem sempre reagi da maneira que querias, mas sabes que, de uma maneira ou de outra, amo-te

sabes

sexta-feira, 15 de julho de 2011

precoce

a almofada está encharcada de lágrimas que correm incessantemente pela face. como se tivessem carregado no rewind, revivi tudo num segundo, dois, ou pouco mais. é horrível pormos a nossa alma no corpo de alguém que tanto sofreu, alguém que nos é próximo e alguém de quem gostamos verdadeiramente. dentro daquilo que julgam ser uma armadura de ferro, mas que não passa de uma pele frágil, está um coraçãozinho que antes de ser tão pequeno já fora grande, que quase sem forças, mal ou bem, ainda bate. por baixo daquilo que se pode chamar de fachada, está uma pessoa, verdadeira, que apesar de, num acto de defesa, afastar as pessoas, precisa de atenção e dedicação. talvez me atreva a chamar-lhe carência. sim, carência de tudo o que lhe foi tirado tão precocemente na idade mais determinante da vida.